segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

De que lado você está? MT 7.13,14:

Cristo é a porta, não uma porta, como se houvessem muitas outras portas para Deus.




A realidade de uma porta é que existem dois lados, interno e externo. Uma velha canção infantil diz o seguinte:
“Uma porta e somente uma, e contudo dois lados há. Do lado de dentro e do lado de fora, de que lado você está?”
Observe estas portas nas Escrituras:
• Cristo é a porta da salvação da arca de Noé (Gn 6.16). • Cristo é a porta aspergida com sangue na Páscoa (Êx 12.22,23). • Cristo é a porta do Tabernáculo, o lugar de habitação de Deus (Êx 26.36; 29.4,32). • Cristo é a porta que manteve os sodomitas do lado de fora e os cegou (Gn 19.6-12). • Cristo é a porta do aprisco (Jo 10.1-9). • Cristo é a porta das bodas (Mt 25.1-13). • Cristo é porta do campo evangelístico (1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3; Ap 3.8). • Cristo é a porta para o céu e 0 trono de Deus (Ap 4.1,2).
Onde quer que olhemos, Cristo é a porta. No Templo, Cristo é a porta para os átrios do
Senhor. Cristo é a porta junto aos pórticos da casa de Deus. Ele é a porta do Lugar Santo e do Lugar Santíssimo. Cristo é a porta para o Pai e todas as glórias eternas.Cristo é a porta para sua Igreja.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A unção em Betânia.


A  unção  em  Betânia (26,6-13)

Veja  Mc  14,3-9;  Jo  11,1-8.  Mateus  abrevia 
este  trecho.  No  conjunto,  trata-se  de  uma 
profecia  da  morte  de  Jesus  em  forma  de 
ação.  6.  Simão, o leproso:Talvez o fariseu de 
Lc  7,36-50.  Em  João,  o  homem  é  chamado 
de  Lázaro,  e  a  mulher  é  sua  irmã,  Maria.

7. Enquanto ele estava à mesa:Esta é uma pos­
tura helenística ao jantar. O gesto da mulher 
é exagerado, próprio de amor e festividade, 
atitude que os discípulos não compreendem.

10.  uma boa ação:Jesus afirma que o que é útil 
e cotidiano não deve ter domínio exclusivo 
em nossa vida. 11. Sempre tereis os pobres con­
vosco:Mateus elimina a oração intermediária 
de Marcos,  "e quando desejardes, podereis 
fazer-lhes  o  bem".  Portanto,  ele  alcançou 
um  paralelismo  mais  claro  entre  as  duas 
orações  remanescentes.  Mas,  desse  modo, 
comprometeu  a  doutrina  da  resposta  de 
Jesus, baseada  em Dt  15,11,  e  forneceu  um 
pretexto perigoso àqueles que se mantinham 
indiferentes aos pobres. 12. para me sepultar:
A  interpretação  que  se  faz  desse  ato  aqui

o  define  como uma unção  fúnebre.  Outros 
veem nele uma unção messiânica (ISm 10,1; 
2Rs 9,6; At 10,38) ou, anacronicamente, uma 
extrema-unção.  13.  o  Evangelho: Refere-se 
especificamente à mensagem do sofrimento, 
da morte e da ressurreição,  em sua memória:
Historicamente, o trabalho das mulheres não 
foi registrado (nem recompensável). Jesus se 
posiciona contra esta injustiça. Seu reconhe­
cimento  das  mulheres  é  recompensado  na 
crucificação (27,55.56).


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

O mundo sem uma Bíblia: Abraão Lincoln


O mundo sem uma Bíblia! Parece difícil de acreditar. Não há registro de quaisquer escritos inspirados antes dos dias de Moisés. Dos escritos contidos na Bíblia, temos registrado, e distintamente registrado - que: “Moisés escreveu todas as Palavras do Senhor” (Ex.24.4); o Espírito do Senhor falou por Davi (2Sm.23.1-2); Lucas escreveu seu evangelho (Lc.1.1-40); João escreveu seu evangelho e o Apocalipse (João 20. 30-31 / Ap.1. 2).

Apesar de existirem homens santos naqueles dias primitivos, com os quais Deus se comunicava verbalmente, não encontramos registros de que qualquer deles fosse inspirado a escrever a Palavra de Deus, ou colocar a Palavra de Deus na forma escrita. Em muitos casos, quando agradou a Deus fazer a sua vontade conhecida, fê-lo verbalmente, de maneira direta e pessoal, como foi com Adão (Gn. 2.16); Caim (Gn. 4.6); Noé (Gn. 6.13); Abraão (Gn.12.1-3); Isaque (Gn. 26.2-5); Jacó (Gn.28.13) e (Jó. 40.1-3).

Pela comunicação verbal Deus instruiu o homem acerca de muitas Leis, que posteriormente foram incorporadas ao Pentateuco, como o sábado (Gn.2.3) e o casamento (Gn.2.24). Instruções verbais acerca de oferta e sacrifício também foram dadas ao povo (Gn.4.4-7). Dessa forma vemos que desde o principio o homem possuiu, mesmo sem a Palavra escrita, o conhecimento de Deus e suas Leis.

Entretanto, devemos ter em mente que além de revelações verbais havia outras duas testemunhas independentes acerca da existência de Deus; a natureza – ou as obras de Deus – (Sl.19.1-3 / Rm.1.19-20), e a consciência – (Rm.2.14-15). Essas duas testemunhas eram imperfeitas porque a natureza somente nos ensina que há um Deus, mas não diz quem ele é; por outro lado, a valiosa dádiva da consciência pode ser abusada até a ponto de se tornar-se inativada (1Tm.4.2).

Acerca das comunicações verbais, deve-se dizer que eram dirigidas a algumas pessoas privilegiadas que andavam com Deus ou aqueles para os quais Deus tinha uma mensagem especial. Conseqüentemente, havia necessidade de uma revelação mais ampla, clara e de forma que todos a pudessem receber. Essa revelação deveria ser escrita como é a Bíblia, a Palavra de Deus, viva e que permanece para sempre (1Pe.1.13). Ela não somente revela a existência de um criador, mas diz quem é Ele e o que espera de nós.

domingo, 14 de outubro de 2018

O problema do uso da alegoria na interpretação da bíblia



Alegoria pode ser conceituada como uma expressão figurada de um pensamento ou sentimento. O método alegórico de interpretação usa a alegoria para descobrir um sentido oculto em um texto procura descobrir algo que através de uma leitura superficial não foi possível obter. Muitos escritores procuram utilizar uma linguagem subliminar em seus escritos para que somente o leitor mais atento perceba o que está oculto nas entrelinhas. Mas, com relação a bíblia até que ponto esse sentido oculto existe, até que ponto é saudável utilizar esse método em sua interpretação?

                 Uso de ilustrações

                      Usar o método alegórico não é a mesma coisa de usar ilustrações. O uso de uma ilustração é recomendável na exposição da bíblia, pois ela contribui para a fixação do conteúdo. Um excelente exemplo de ilustração temos em Natã quando confrontou Davi “E o SENHOR enviou Natã a Davi; e, apresentando-se ele a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. O rico possuía muitíssimas ovelhas e vacas.Mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; e ela tinha crescido com ele e com seus filhos; do seu bocado comia, e do seu copo bebia, e dormia em seu regaço, e a tinha como filha. E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para assar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre, e a preparou para o homem que viera a ele.” (2 Sm 12.1-4). Natã usou essa ilustração para confrontar o pecado de Davi e obteve êxito. A ilustração não procura descobrir um sentido oculto no texto bíblico, antes, é um recurso didático para fixar o conteúdo de uma mensagem.

             Uso de aplicações

                Aplicar um texto à nossa realidade também não é a mesma coisa de usar o método alegórico na interpretação da bíblia. A aplicação de um texto também é saudável na medida em que “traduz” um acontecimento ou versículo bíblico para a época em que vivemos. No entanto, até mesmo na aplicação devemos tomar cuidado para não inventarmos aplicações que não tem nenhuma relação com a passagem. Por exemplo, no episódio em que Davi peca com Bate seba podemos extrair diversas aplicações: o perigo do comodismo; Como o pecado se desenvolve; um pecado conduz a outro pecado etc. A aplicação não procura “descobrir” um sentido da bíblia em que ninguém vê. 

           Uso de alegorias

           O problema em usar o método alegórico na interpretação da bíblia é porque eu posso imaginar o que eu quiser e com certeza darei um jeito para que a minha imaginação se encaixe com a bíblia. Quando os autores bíblicos a escreveram eles foram inspirados por Deus. O espírito santo tinha um propósito específico no relato bíblico, o sentido é único, não existe sentido oculto em que somente os mais espirituais e mais inteligentes descobrem. O uso de simbolismos deve ser limitado pela própria bíblia. Nós sabemos que o tabernáculo tinha elementos simbólicos porque a própria bíblia diz que assim era, não foi alguém superespiritual que descobriu ou que Deus lhe revelou. Uma alegoria bem conhecida atribuída a Orígenes e que procura interpretar a parábola do bom samaritano é esta: “O homem que estava descendo pelo caminho é Adão. Jerusalém é o paraíso, e Jericó é o mundo. Os salteadores são os poderes hostis. O sacerdote é a Lei, o levita são os profetas, e o samaritano é Cristo. As feridas são a desobediência, o animal é o corpo do Senhor, a [estalagem], que aceita todos os que desejam entrar, é a Igreja. (…) O hospedeiro da estalagem é o cabeça da Igreja, que foi confiada aos cuidados dele. E o fato de que o samaritano prometeu voltar representa a segunda vinda do Salvador.” Veja que essa interpretação não tem fundamento algum. Foi Orígenes que imaginou essa interpretação e atribuiu esse significado ao texto.

           Conclusão

           O texto bíblico tem apenas um sentido, o sentido pelo qual o espírito santo tinha em mente quando inspirou os autores da bíblia. Qualquer interpretação oculta de uma passagem bíblica pode revelar arrogância e oportunismo do intérprete.