sábado, 18 de fevereiro de 2017

A desobediência civil é uma atitude cristã?

O crente pode desobedecer o estado? A bíblia ensina que toda autoridade é ordenada por Deus e o cristão tem o dever de respeitá-la. A bíblia também ordena a orarmos por todas as autoridades e por todos os que ocupam cargos de liderança. O problema é quando o estado extrapola os limites ordenados por Deus. O que o crente pode fazer nessa situação?
            Podemos citar como primeiro exemplo de desobediência civil na bíblia o caso das parteiras das hebreias que desobedeceram a ordem de Faraó para matar os meninos hebreus. Os hebreus estavam se multiplicando no Egito. Faraó, então, sentindo-se incomodado com isso, ordenou que os filhos homens das mulheres hebreias fossem mortos quando nascessem, as meninas, porém, deveriam ser conservadas vivas. “E o Rei do Egito falou às parteiras das hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá e o da outra Puá), e disse: quando ajudardes a dar à luz às hebreias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então viva.” (Êx 1.15,16). As parteiras, no entanto, não obedeceram “As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o Rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida.” (Êx 1.17). No versículo 20, está dito que Deus abençoou as parteiras por isso “Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.” (Êx 1.20).
             O Rei Nabucodonosor construiu uma estátua como um monumento à sua própria grandeza. Ordenou a todos os povos, línguas e nações que estavam sob seu domínio que todos deveriam se prostrar diante dela. Quem não se prostrasse seria na mesma hora lançado na fornalha ardente. Sadraque, Mesaque e Abdenego foram acusados de não adorar a estátua e de desprezar a ordem do Rei. Nabucodonosor os conclamou a obedecer a ordem, mas eles não recuaram “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar. Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E se não, fica sabendo ó rei, que não servimos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.” (Dn 3.17,18). Os três jovens foram lançados na fornalha de fogo ardente e foram livrados por um quarto homem que milagrosamente estava com eles na fornalha.
             Os apóstolos foram presos por pregarem a Jesus. Porém, quando estavam na prisão, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os soltaram e ordenou que os apóstolos continuassem a pregar. Pela manhã cedo, quando os carcereiros foram buscar os prisioneiros não os acharam. Interessante que as celas estavam trancadas e os guardas lá fora, mas os presos já não estavam mais lá dentro. Quando foram soltos os apóstolos obedeceram a ordem do anjo e continuaram a pregar. As autoridades judaicas foram informadas disso e mandaram buscá-los. Atos 5.28,29 resume o comportamento do cristão diante do abuso do estado “Dizendo: não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? e eis que encheste Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens”.
             A obediência ao estado é um dever de todo crente. Mas, quando há um conflito entre a nossa fé e a obediência civil, a desobediência civil é o melhor caminho, pois mais importa obedecer a Deus do que aos homens. Deus atestou esse fato ao abençoar todos aqueles que escolheram obedecê-lo o que obedecer a tirania do estado.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ENCERRAMENTO DA CAMPANHA DE ORAÇÃO. TEMA HABACUQUE 3.2 - Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, a notifica; na ira lembra-te da misericórdia. DEUS SE FEZ PRESENTE TREMENDAMENTE EM NOSSO MEIO, FALANDO COM SUA IGREJA PODEROSAMENTE!! DEUS SEJA LOUVADO.










Qual foi o seu motivo?




Robert Hughes,1 historiador e crítico de arte, conta a história de um condenado à prisão perpétua em uma ilha de segurança máxima na costa da Austrália. Um dia, sem nenhuma provocação, ele se voltou contra um companheiro de prisão e o espancou até deixá-lo sem sentidos. Por esse motivo, as autoridades o mandaram de volta ao continente para outro julgamento, no qual ele deu um testemunho direto e impassível do crime. Não demonstrou nenhum sinal de remorso e negou ter tido qualquer ressentimento da vítima. — Por que, então? — perguntou o juiz, admirado. — Qual foi o seu motivo?
O prisioneiro respondeu que estava enjoado da vida na ilha, um lugar de notória brutalidade, e não via motivos para continuar vivendo. — Sim, sim, eu compreendo tudo isso — disse o juiz. — Posso entender por que você se afogaria no oceano. Mas por que matar?
— Bem, eu penso assim — disse o prisioneiro. — Sou católico. Se eu cometesse suicídio iria diretamente para o inferno. Mas, se eu matasse alguém, poderia voltar aqui para Sidney e confessar o meu crime a um padre antes da execução. Desse jeito, Deus me perdoaria.
A lógica do prisioneiro australiano era a imagem reflexa do Príncipe Hamlet, que não assassinaria o rei em suas orações na capela para que este não fosse perdoado por seus atos infames, indo diretamente para o céu.
Qualquer pessoa que escreva a respeito da graça tem de enfrentar suas brechas evidentes. No poema de W. H. Auden:2 "For Time Being" [Para todo o sempre], o rei Herodes astutamente capta as conseqüências lógicas da graça: "Todo velhaco vai argumentar: 'Eu gosto de cometer crimes. Deus gosta de perdoá-los. De fato, o mundo foi admiravelmente arranjado'".
Nesse particular, confesso que apresentei um quadro unilateral da graça. Descrevi Deus como um pai cego de amor, ansioso por perdoar, e a graça como uma força suficientemente poderosa para quebrar as cadeias que nos amarram e suficientemente misericordiosa para vencer diferenças profundas entre nós. 

O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA



Jesus é o tema central da Bíblia. Ele mesmo no-lo de­clara em Lucas 24.44 e João 5.39. (Ler também Atos 3.18; 10.43; Apocalipse 22.16). Se olharmos de perto, veremos que, em tipos, figuras, símbolos e profecias, Ele ocupa o lu­gar central das Escrituras, isto além da sua manifestação como está registrada em todo o Novo Testamento.
Em Gênesis, Jesus é o descendente da mulher (Gn 3.15).
Em Êxodo, é o Cordeiro Pascoal.
Em Levítico, é o Sacrifício Expiatório.
Em Números, é a Rocha Ferida.
Em Deuteronômio, é o Profeta.
Em Josué, é o Capitão dos Exércitos do Senhor.
Em Juizes, é o Libertador.
Em Rute, é o Parente Divino.
Em Reis e Crônicas, é o Rei Prometido.
Em Ester, é o Advogado.
Em Jó, é o nosso Redentor.
Nos Salmos, é o nosso socorro e alegria.
Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.
Em Cantares de Salomão, é o nosso Amado.
Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro^
Nos Profetas, é o Messias Prometido.
Nos Evangelhos, é o Salvador do Mundo.
Nos Atos, é o Cristo Ressurgido.
Nas Epístolas, é a Cabeça da Igreja.
No Apocalipse, é o Alfa e o ômega; é o Cristo que volta para reinar. 


Tomando o Senhor Jesus como o centro da Bíblia, po­demos resumir os 66 livros em cinco palavras referentes a Ele, assim:                                                                               PREPARAÇÃO - Todo o AT, pois trata da preparação para o advento de Cristo. MANIFESTAÇÃO - Os Evangelhos, que tratam da mani­festação de Cristo.               PROPAGAÇÃO - O Livro de Atos, que trata da propaga­ção de Cristo.           EXPLANAÇÃO - As Epístolas, que são a explanação da doutrina de Cristo. CONSUMAÇÃO - O Livro de Apocalipse, que trata da consumação de todas as coisas preditas, através de Cristo. (Dr. Cl. Scofield).

Portanto, as Escrituras sem Jesus seriam como a Física sem a matéria ou a Matemática sem os números.

Rerison Brazão: