sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

OS ANJOS e Sua natureza.

Os anjos são:


(a) Criaturas, isto é, seres criados. Foram feitos do nada pelo poder de Deus. Não conhecemos a época exata de sua criação, porém sabemos que antes que aparecesse o homem, já eles existiam havia muito tempo, e que a rebelião daqueles sob Satanás se havia registrado, deixando duas classes — os anjos bons e os anjos maus. Sendo eles criaturas, recusam a adoração (Apoc. 19:10; 22:8, 9) e ao homem, por sua parte, é proibido adorá-los. (Gal. 2:18)

 (b) Espíritos. Os anjos são descritos como espíritos, porque, diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas.

(c) Imortais, isto é, não estão sujeitos à morte. Em Lucas 20:34-36, Jesus explica aos saduceus que os santos ressuscitados serão como os anjos no sentido de que não podem mais morrer.


(d) Numerosos. As Escrituras nos ensinam que seu número é muito grande. "Milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões" (Dan. 7:10). "Mais de doze legiões de anjos" (Mat. 26:53). "Multidão dos exércitos celestiais" (Luc. 2:13). "E aos muitos milhares de anjos" (Heb. 12:22). Portanto, seu Criador e Mestre é descrito como o "Senhor dos exércitos".


 (e) Sem sexo. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não têm sexo; não propagam a sua espécie. (Luc. 20:34, 35.) 

Sua classificação.

Visto como "a ordem é a primeira das leis do céu", é de esperar que os anjos estejam classificados segundo o seu posto e atividade. Tal classificação é implícita em 1Ped. 3:22, onde lemos: "os anjos, as autoridades, e as potências". (Vide Col. 1:16; Efés. 1:20, 21.)

 (a) Anjo do Senhor. A maneira pela qual o "Anjo do Senhor" é descrito, distingue-o de qualquer outro anjo. É-lhe atribuído o poder de perdoar ou reter pecados, conforme diz o Antigo Testamento. O nome de Deus está nele.

 (b) Arcanjo. Miguel é mencionado como o arcanjo, o anjo principal. (Jud. 9; Apoc. 12:7; vide 1 Tess. 4:16.) Ele aparece como o anjo protetor da nação israelita.

(c) Anjos eleitos são provavelmente aqueles que permaneceram fiéis a Deus durante a rebelião de Satanás, (1 Tim. 5:21; Mat. 25:41.)

(d) Anjos das nações. Dan. 10:13, 20 parece ensinar que cada nação tem seu anjo protetor, o qual se interessa pelo bem-estar dela.

 (e) Os querubins parecem ser de uma classe elevada de anjos relacionados com os propósitos retributivos (Gên. 3:24) e redentores (Êxo. 25:22) de Deus, para com o homem. Eles são descritos como tendo rostos de leão, de homem, de boi e de águia, e isto sugere que representam uma perfeição de criaturas — força de leão, inteligência de homem, rapidez de guia, e serviço semelhante ao que o boi presta. Essa composição de formas e sua aproximação de Deus asseguram que "a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção" (Rom. 8:21, V.B.).

 (f) Os serafins são mencionados em Isaías, capítulo 6. Pouco sabemos acerca deles. Certo escritor crê que eles constituem a ordem mais elevada de anjos e que a característica que os distingue é um ardente amor a Deus. A palavra serafins significa literalmente "ardentes".

POR DC RERISON BRAZÃO:  



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Os 4 partidos da igreja de Corinto


A unidade da igreja foi o principal pedido de Jesus em sua oração sacerdotal em João 17. Ele ora para que seus discípulos sejam um assim como ele é um com o pai. Porém, a igreja de Corinto revelou imaturidade ao se dividir em quatro partidos. Paulo chamou-os de carnais necessitando dos ensinos básicos da fé cristã. “Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Paulo foi crucificado por vós? ou fostes batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1.12,13)
     O partido de Paulo. Paulo fundou a igreja de Corinto. Ele chega a dizer que os gerou em Cristo. É provável que esse grupo tenha participado da fundação da igreja e se viam como uma categoria especial de crentes. É também possível que esse grupo fosse formado pelos gentios que rejeitavam o legalismo judaico. Porém, ao pregarem a liberdade cristã praticavam a libertinagem.
      O partido de Apolo. Apolo era natural da cidade de Alexandria. Essa cidade era o centro intelectual do mundo naquela época. É possível que esse grupo queria que o cristianismo se tornasse uma filosofia e não uma religião. Apolo era um grande orador. “E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas escrituras.” (At 18.24). Segundo o pastor Hernandes Dias Lopes: “É muito provável, portanto, que o grupo de Apolo tenha sido o grupo dos intelectuais, daqueles que gostavam de um discurso elaborado, eloquente e cheio de beleza retórica.” (1 Coríntios. Como resolver conflitos na igreja. Editora Hagnos, pg 24,25).
       O partido de Pedro. Possivelmente era formado por judeus convertidos. Eram legalistas, defendiam que a salvação dependia da circuncisão. Supervalorizavam os ritos judaicos prejudicando a identidade do cristianismo.
          O partido de Cristo. Provavelmente acreditavam que eram os únicos detentores da salvação. Quem não estivesse do lado deles era excluído. Podem ter acreditado que possuíam um conhecimento especial sobre Deus. Podem ter substituído a bíblia por revelações. Rejeitavam a liderança humana dizendo que só se submetiam a Cristo.
           A igreja de Corinto é uma representação fiel de qualquer igreja local em todas as épocas e lugares. Podemos encontrar “partidos” ainda hoje na igreja. Há crentes que acreditam que pertencem a uma categoria especial por dons que tenham recebido ou por status ministerial. Há o grupo dos “filosófos” que veem o cristianismo como um sistema doutrinário que se confunde com correntes filosóficas e que não passam de teorias e vãs sutilezas. Há o grupo dos legalistas que adoram impor regras sem sentido em nome do tradicionalismo. “Tradição é a fé viva dos que já morreram e tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem.” (Jaroslav Pelikan). E há os que acreditam que tem o monopólio da salvação, que valorizam as experiências místicas em detrimento da bíblia. Oremos e pratiquemos a unidade na igreja!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O conselho de Gamaliel e o “achismo” no meio evangélico

A bíblia estabelece os únicos princípios confiáveis para formularmos uma opinião ou doutrina. Nosso argumento não pode ser baseado no “achismo”. Se algo funciona então é aprovado por Deus, se não dá resultado, então Deus não se agrada. Essa é uma visão pragmática das coisas, onde os fins justificam os meios. Nada é mais contrário ao caráter de Deus.
                 Os apóstolos foram presos por pregarem o evangelho. Porém, um anjo os libertou da prisão milagrosamente. Quando saíram da prisão voltaram a pregar.  (At 5.17-26). Depois, eles foram entregues ao sinédrio, que era uma espécie de tribunal religioso, onde eram julgados violações a lei de Moisés. No sinédrio havia um homem chamado Gamaliel, fariseu, mestre da lei. Ele procurou ser benevolente com os apóstolos e estabeleceu um princípio para avaliar se os apóstolos estavam cometendo um crime ou não “Mas, levantando-se no sinédrio certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, acatado por todo o povo, mandou que por um pouco saíssem aqueles homens; e prosseguiu: varões israelitas, acautelai-vos a respeito do que estai para fazer a estes homens. Porque, há algum tempo, levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; ao qual se ajuntaram uns quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos e reduzidos a nada. Depois levantou-se Judas, o Galileu, nos dias de recenseamento, e levou muitos após si; mas também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos. Agora vos digo: dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque este conselho ou esta obra, caso seja dos homens, se desfará; Mas, se é de Deus, não podereis derrotá-los; para que não se ache porventura, achados até combatendo contra Deus.” (At 5.34-39)
                  Gamaliel usou um princípio lógico. Citou dois exemplos de homens que se rebelaram contra a lei: Teudas e Judas. Um atraiu 400 homens após si, porém acabou morto e seus discípulos dispersos. Igualmente aconteceu com Judas, seu projeto falhou. Gamaliel usou esses dois exemplos como critério para determinar a culpa ou a inocência dos apóstolos. Porém, o critério de Gamaliel não é confiável. É evidente que nem sempre a obra de Deus tem sucesso neste mundo, e geralmente a obra do inimigo se expande. O pastor Hernandes Dias Lopes citando o teólogo Jonh Stott afirma “Não nos devemos precipitar em conceder a Gamaliel o crédito de ter pronunciado um princípio absoluto. É verdade que, afinal de contas, o que vem de Deus triunfará, e o que é meramente humano (e quanto mais diabólico) perecerá. Todavia, no curto prazo, planos malignos, às vezes, obtêm sucesso, enquanto bons planos, concebidos de acordo com a vontade de Deus, às vezes, fracassam. Por isso, o conselho de Gamaliel não é princípio confiável para verificar se algo vem ou não de Deus.” (Hernandes Dias Lopes, Atos: A ação do espírito santo na igreja. Editora Hagnos, pág 128,129).
                  O raciocínio de Gamaliel foi baseado no “achismo”. “Quem se levantou contra o sistema religioso de Israel pereceu, então eu acho que isso é uma prova do desagrado de Deus”. Ele não analisou a teologia dos apóstolos. Não fez uma comparação entre o que os apóstolos estavam pregando e o que estava dito sobre Jesus no Antigo Testamento. A bíblia é a nossa única fonte para estabelecermos uma doutrina confiável. No meio evangélico hoje acontece o mesmo. “Esse pregador tem uma boa oratória. As pessoas são salvas quando ele prega, muitas são curadas. Então, eu acho que ele é usado por Deus.” “Essa igreja está sempre lotada, a cada dia se agregam novos membros. Então eu acho que essa igreja é genuinamente cristã.” Os exemplos são muitos. A análise bíblico-teológica é deixada de lado para dar lugar a suposições e impressões humanas. Que Deus tenha misericórdia de nós!
  fote: upcristo.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

SABEDORIA DE SERPENTE ( "Podemos ser bons sem Deus?" )



A igreja... não é a senhora ou a serva do Estado, masr antes, a sua consciência. Ela deve ser a orientadora e a crítica do Estado. E nunca sua ferramenta!

Martin Lutner King Jr.


E hoje? Estamos escolhendo nossas batalhas com sabedoria? Obviamente, aborto, questões sexuais e definições de vida e morte são problemas dignos de nossa atenção. Mas, quando leio a literatura produzida por evangélicos que estão na política, encontro assuntos como o direito de portar armas, abolição do Departamento de Educação, acordos comerciais da NAFTA, o tratado do Canal do Panamá e limites de períodos para os congressistas. Há alguns anos, ouvi o presidente da Associação Nacional dos Evangélicos incluir em sua lista das dez preocupações principais a "rejeição do imposto sobre lucros do capital". Com demasiada freqüência a agenda dos grupos religiosos conservadores está de acordo com a linha da agenda dos políticos conservadores e não fundamenta suas prioridades em uma fonte transcendente. Como todos os outros, os evangélicos têm o direito de apresentar suas propostas em todas essas questões, mas, no momento em que as apresentamos como parte de alguma plataforma "cristã", abandonamos nosso elevado fundamento moral.
Quando o movimento dos direitos civis — a grande cruzada moral do nosso tempo — emergiu em meados da década de sessenta, os evangélicos, na sua maioria, permaneceram nas laterais. Muitas igrejas sulistas, como a minha, resistiram ferozmente às mudanças. Gradualmente, oradores como Billy Graham e Oral Roberts apoiaram o movimento. Apenas agora denominações evangélicas como a Comunidade Pentecostal da América do Norte e os Batistas do Sul procuraram unir-se com as igrejas negras. Somente agora os movimentos populistas como os Promise Keepers estão fazendo da reconciliação racial uma prioridade.
Para vergonha nossa, Ralph Reed admite que a centelha da recente onda dos evangélicos na política não foi acesa pela preocupação com o aborto, a injustiça na África do Sul, ou qualquer outra questão moral constringente. Não, a administração Carter acendeu o novo ativismo quando mandou que o Departamento do Tesouro investigasse as escolas particulares, exigindo que provassem que não foram organizadas com o intuito de preservar a segregação. Pegando nas armas por causa desta brecha na barreira igreja-estado, os evangélicos foram às ruas.
Com demasiada freqüência, em suas incursões na política, os cristãos provaram ser "sábios como as pombas" e "inofensivos como as serpentes" — exatamente o oposto do preceito de Jesus. Se esperamos que a sociedade leve a sério nossa contribuição, então temos de demonstrar mais sabedoria em nossas escolhas.
Minha terceira conclusão a respeito das relações igreja-estado é um princípio que tomei emprestado de G. K. Chesterton: a intimidade entre a igreja e o Estado é boa para o Estado e ruim para a igreja.
Ja adverti contra o fato de a igreja estar transformando-se em "exterminadora moral" do mundo. Na verdade, o Estado precisa de exterminadores morais e vai recebê-los de braços abertos sempre que a igreja fizer esse favor. O presidente Eisenhower disse à nação em 1954: "Nosso governo não faz sentido se não for fundamentado sobre uma fé religiosa profundamente sentida — e não me importo qual seja ela". Eu costumava rir da declaração de Eisenhower até que, em um fim de semana, fiquei diante de uma situação que me mostrou a pura verdade por trás dessa declaração.
Estava participando de um fórum em New Orleans com dez cristãos, dez judeus e dez muçulmanos; a ocasião coincidia com o auge da temporada do Carnaval. Ficamos em uma centro católico para retiros, longe do rebuliço da cidade. Uma noite, porém, alguns dos participantes foram passear pelo bairro francês para ver um dos desfiles do Carnaval. Foi uma cena assustadora.
Milhares de pessoas se acotovelavam nas ruas tão perto umas das outras que fomos arrastados por uma onda humana, incapazes de nos libertar. Moças debruçavam-se sobre as sacadas gritando: "Seios por conta!" Em troca de uma bijuteria vistosa, elas levantavam a camiseta e se desnudavam. Por um presente mais elaborado, ficavam nuas. Vi homens embriagados pegarem uma menina adolescente na multidão gritando: "Mostre seus seios!"! Quando ela se recusou, arrancaram a blusa da moça, levantaram-na até a altura dos ombros e a apalpavam enquanto ela gritava, protestando. Em sua bebedeira, lascívia e até mesmo violência, os foliões do Carnaval estavam demonstrando o que acontece quando os desejos humanos recebem permissão de correr soltos.
Na manhã seguinte, de volta ao centro do retiro, comparamos as histórias da noite anterior. Algumas das mulheres, feministas ardentes, estavam muito abaladas. Sabíamos que cada uma de nossas religiões tinha algo a contribuir para a sociedade em geral. Os muçulmanos, os cristãos e os judeus, todos nós ajudávamos a sociedade a compreender por que tal comportamento animal não era apenas inaceitável, mas também maligno. A religião define o mal e dá às pessoas a força moral para resistir. Como "a consciência do Estado", ajudamos a informar o mundo a respeito da justiça e da retidão.
Nesse sentido cívico, Eisenhower13 estava certo: a sociedade precisa de religião, e pouco importa que tipo de religião. A Nação Islâmica ajuda a limpar o gueto; a igreja mórmon diminui a criminalidade em Utah, tornando-o um Estado de famílias e amigos. Os fundadores dos Estados Unidos reconheceram que especialmente uma democracia, menos dependente da ordem imposta e mais da virtude dos cidadãos livres, precisa de um fundamento religioso.
Alguns anos atrás, o filósofo Glenn Tinder escreveu um artigo amplamente comentado para The Atlantic Monthly [O mensãrio atlânticol intitulado "Podemos ser bons sem Deus?". Sua conclusão, meticulosamente discutida, em uma só palavra foi: não. Os seres humanos, inevitavelmente, derivam para o hedonismo e egoísmo a não ser que alguma coisa transcendente — o amor ãgape — os leve a se importar com alguém mais do que com eles mesmos, era o que Tinder argumentava. Com senso de oportunidade irônico, o artigo apareceu um mês depois da queda da Cortina de Ferro, um evento que acabou com o idealismo daqueles que haviam tentado construir uma sociedade justa sem Deus.
Não nos atrevemos, entretanto, a esquecer a última parte do aforismo de Chesterton: embora um acomodamento entre a igreja e o Estado possa ser bom para o Estado, é ruim para a igreja. Aí reside o principal perigo para a graça: o Estado, que governa pelas regras da não-graça, gradualmente esgota a sublime mensagem da graça da igreja.
Insaciável pelo poder, o Estado pode muito bem decidir que a igreja seria ainda mais útil se ele a controlasse. Isto aconteceu mais dramaticamente na Alemanha nazista, quando, de forma sinistra, os cristãos evangélicos foram atraídos pela promessa de Hitler de restaurar a moral do governo e da sociedade. Muitos líderes protestantes inicialmente agradeceram a Deus pelo surgimento dos nazistas, que pareciam a única alternativa para o comunismo. De acordo com Karl Barth,14 a igreja "quase unanimemente recebeu bem o regime de Hitler, com confiança verdadeira, realmente com as mais elevadas esperanças". Tarde demais aprenderam que, mais uma vez, a igreja fora seduzida pelo poder do Estado.
A igreja opera melhor como uma força de resistência, um contrapeso ao poder consumidor do Estado. Quanto mais íntima ela fica do governo, mais diluída fica a sua mensagem. O próprio evangelho muda quando se transforma em religião civil. A ética elevada de Aristóteles, lembra-nos Alasdair Maclntyre, não dá lugar a um homem bom demonstrando amor por um homem mau. Em outras palavras, não entende um evangelho da graça.
Resumindo, o Estado deve sempre diluir a qualidade absoluta dos mandamentos de Jesus e transformá-los em uma forma de moralidade externa — precisamente o oposto do evangelho da graça. Jacques Ellul chega ao ponto de dizer que o Novo Testamento não ensina uma coisa tal como "ética judaico-cristã". Ele ordena conversão e, depois, isto: "Sede vós, pois, perfeitos,15 como perfeito é o vosso Pai que está nos céus". Leia o Sermão do Monte e tente imaginar qualquer governo agindo segundo esse conjunto de leis.
Um governo pode fechar lojas e teatros aos domingos, mas não pode exigir a adoração. Pode prender e punir os assassinos da KKK, mas não pode curar o seu ódio, muito menos ensinar-lhes amor. Pode aprovar leis tornando o divórcio mais difícil, mas não pode obrigar os maridos a amar suas esposas e as esposas a amar seus maridos. Pode dar subsídios aos pobres, mas não pode forçar os ricos a demonstrar por eles compaixão e justiça. Pode banir o adultério, mas não a concupiscência; o roubo, mas não a cobiça; a fraude, mas não o orgulho. Pode encorajar a virtude, mas não a santidade.
Philip Yancey