sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Lição - 02 – A firmeza do caráter Moral e Espiritual de Daniel.




 
Lição - 02 – A firmeza do caráter Moral e Espiritual de Daniel.

Texto Áureo: Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles. Daniel 1:8 (NVI).

Verdade Prática: A integridade de caráter implica uma disposição interior para se manter fiel aos princípios da vida cristã.

Introdução:
Na lição desta semana será trabalhado o caráter, dos 04 jovens que foram levados para a babilônia, na primeira leva (605a.c.). A ênfase recai sobre o adolescente (jovem) Daniel que mesmo estando rodeado de um panteão de deuses, não negou a Fé no seu Deus, e ainda estando longe de casa e da família não se comportou de forma leviana, o caráter moral de Daniel – Hananias – Misael e Azarias foi notório em toda a corte babilônica.
Uma lição para todos nós, que vivemos em uma sociedade repleta de “coisas” que incitam a apostasia, que possamos aprender com esses Jovens que se mantiveram íntegros e fieis a Deus.

1 – Uma Retrospectiva Histórica.

I.                   A situação Moral e política de Judá.
Jeoacaz ou Jeocaz: Filho de Josias, rei de Judá, e Hamutal, filha de Jeremias, de Libna. Sucedeu seu pai aos vinte e três anos de idade reinando em lugar de seu irmão mais velho, Jeoaquim, e reinou sobre Judá apenas três meses. Durante o seu curto reinado, fez tudo o que era mal perante o Senhor e demonstrou sua maldade oprimindo o povo. Porém o Faraó Neco mandou prender a Jeocaz para que não reinasse em Jerusalém; e impôs a pena de cem talentos de prata e um talento de ouro. Em seu lugar o Faraó-Neco estabeleceu rei a Eliaquim, também filho de Josias, e mudou-lhe o nome para Jeoaquim. Quanto a Joacaz, levou consigo para o Egito, onde permaneceu preso até a sua morte, para se cumprir o Deus falou por intermédio da profetisa Hulda (II Reis 23:34; II Crônicas 36:1-4; Ezequiel 19:3).

Jeoaquim: Filho de Josias, rei de Judá, e Zebida, filha de Pedaías. Seu nome era Eliaquim, porém o Faraó-Nero mudou para Jeoaquim. Subiu ao trono de Judá com vinte e cinco anos de idade e reinou por onze anos em lugar de seu irmão Jeoacaz que fora levado cativo para o Egito. Assim como seu irmão, fez tudo o que era mal perante o Senhor. Durante seu reinado o rei Nabucodonosor, rei da Babilônia que havia vencido o Faraó-Neco, sobe contra Judá e por três anos tem o rei Jeoaquim por seu servo, até que este se rebela contra aquele. O Senhor então envia contra Judá os caudeus, siros, moabitas, amonitas para destruí-la por causa dos pecados cometidos pelo rei Manasses. E assim, depois de um reinado iníquo de onze anos, de grandes perturbações, foi Jeoaquim morto, sendo o seu corpo lançado para fora de Jerusalém, com indignação, como o profeta Jeremias o havia anunciado. E em seu lugar reinou seu filho Joaquim (II Reis 23:34-36; 24:1-37; II Crônicas 36:4-8; Jeremias 22:18,19; 26:23).
E no ano de 605a.c o rei de babilônia invade a Jerusalém e leva cativo o rei e alguns nobres, além de uns utensílios da casa de Deus. 

II.               A situação Espiritual de Judá.

A reforma Religiosa de Josias:
Em 2Reis pode se observar que Josias era igual a Davi, no sentido de que “fez o que era reto aos olhos do Senhor, e andou em todo o caminho de Davi seu pai, e não se apartou dele nem para a direita nem para a esquerda” (2Rs 22.2). Já em 2Crônicas vai além e explica que “começou a buscar o Deus de Davi, seu pai (2Cr 34.3). A busca a Deus por parte do Jovem rei era evidencia da obra do Espirito Santo em sua vida. Quando tinha 16 anos de idade, erradicou sistematicamente o paganismo, em todas as suas formas sincréticas e aos 20 anos acabou com a profanação da terra e a purificou, quando destruiu os lugares altos, os postes ídolos, as imagens de escultura e de fundição.

Com a morte de Josias o ultimo rei bom de Judá, morreu também a reforma religiosa, pois seus filhos não deram continuidade ao projeto do pai e Judá amargou 22 anos e 6 meses de reis maus, quando em 587a.c viram o templo ser destruído por Nabucodonosor rei de Babilônia.

III.            O império Babilônico arrasa o reino do Norte.

... Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém e a sitiou (Dn 1.1b). O rei de Babilônia levantou-se contra Judá por 03 vezes, como pode ser observado abaixo.
Jerusalém é invadida três vezes por Babilônia
Invasão
Ano
Rei
Acontecimentos
Ref. Bíblica
1ª
605a.c.
Eliaquim (Jeoaquim ou Jeoiaquim).
O Rei é levado para a Babilônia.
Daniel e seus amigos são levados para a capital do império. Os tesouros do templo são confiscados.
2ª Rs 24.1-2;
2ª Cr 36.5-7;
Jr 26.
Dn 1.1-7.
2ª
597a.c.
Jeoaquim (Jeconias)
O rei é levado para a Babilônia. A elite do reino de Judá é levada para a babilônia. O profeta Ezequiel é levado ao cativeiro nessa ocasião.
2ª Rs 24.8-16, 25-27;
2ª Cr 36.9-10;
Jr 22.24
1ª Cr 3.16
Mt 1.12
2ª Rs 24.14-16
Ez 1.1-2.
3ª
586a.c.
Zedequias (Metanias)
Os filhos do rei são mortos diante dos seus olhos, e depois os olhos do rei são vasados e o rei é levado acorrentado para a Babilônia. O templo é totalmente destruído. Cerca de 4.600 pessoas são levadas para a Babilônia.
2ª Rs 25.1-12;
Jr 27,28, 39. 1-14,
52.1-34.
2ª Rs 25.7
Jr 52.30.

2       – A força do Caráter.

I.                   A tentativa de aculturamento dos Jovens hebreus.
Caráter é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagirde um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes.
Frequentemente, o termo caráter é conceituado como um tipo ou sinal convencionado numa sociedade. Refere-se a à índole, ao temperamento e a forma moral. A família, a escola e a religião de um grupo contribuem para formar o caráter de uma pessoa.
Ao impor a troca de nomes de Daniel e os seus três amigos o rei Nabucodonosor estava “mudando” a identidade deles, tanto cultural quanto religiosa, advinda da Lei de Deus. Mas o que fizeram os jovens rapazes? Resistiram sabiamente, propondo outra estratégia para viverem no palácio da Babilônia sem desonrar a Deus e conservando a integridade de caráter herdado do seu povo.

II.               O caráter colocado a Prova.
Israel foi ensinada por Deus que deveria adorar somente a Ele, o único e verdadeiro Deus, ao longo da historia observamos esse “desvio” de conduta e pegamos Israel adorando a outros deuses. Em Babilônia a cultura era muito diferente lá existiam vários deuses, porem o rei Nabucodonosor adorava ao deus Marduque, também chamado de Bel. Quando Daniel e seus três amigos foram levados cativos se depararam com esse “sistema” e um panteão de deuses, porem os Jovens hebreus manteve-se íntegros e fieis a Deus. 

O mundo hoje oferece um banquete vistoso para contaminar os servos de Cristo. E muitos são enveredados por esse caminho olham a mesa cheia e nem pensam duas vezes de imediato trocam as benesses de uma vida eterna ao lado de Cristo por um “prato de lentilhas”. Que possamos nos ater ao exemplo dos jovens hebreus.

    3- A atitude de Daniel e de Seus amigos.
I.                   Uma firme resolução: Não se contaminar.
Aspenaz: chefe dos oficiais da corte de Nabucodonosor rei de Babilônia. 

E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. Daniel 1:8 (grifo nosso)

Daniel decidiu a servir a Deus, mesmo num país distante de sua terra natal, “com proposito do coração”, como o serviram os primeiros cristãos de Antioquia (At 11.23). Um grupo de escravos, que tomaram tal decisão, serve de exemplo para os jovens (e todo o povo de Deus) cristãos da época atual. Eles foram considerados por Deus como primícias naquela corte pagã, pois não se contaminaram e nem se corromperam com a idolatria e corrupção ali existente.

Aspenas muda o nome dos Jovens hebreus, tentando fazer com que eles esquecessem as suas origens. Essa mudança drástica nos nomes destes servos de Deus, foi um plano diabólico.

A mudança de nomes
Hebreu
Significado
Babilônico
Significado
Daniel
O Senhor é Meu Juiz.
Beltessazar
Guia do Rei (bel deus babilônico).
Hananias
Tem sido gracioso.
Sadraque
Regozijando-se pelo caminho.
Misael
Quem é o que Deus é?
Mesaque
Quem é como o deus lua?
Azarias
Ajudado do Senhor.
Abde-Nego
Servo do deus mercúrio.

II.               Daniel, um modelo de excelência.
Vamos refletir um pouco: convido-lhe a viajar comigo, estamos em um país distante do nosso (Brasil), de cultura, língua, pessoas, diferentes e tudo isso com 15 anos, longe de casa, sem os pais para dar ditos, parece um sonho de muitos adolescentes (jovens) eu lhe pergunto: como nos comportaríamos?

Em um cenário parecido (para não dizer igual) estava o jovem Daniel, com seus 15 anos, em Babilônia a nação mais poderosa de seu tempo, de cultura diferente da sua, porem Daniel tinha algo que falta a muitos Cristãos - relacionamento com Deus – este Jovem sabia que apesar de estar longe de casa, estava perto de Deus, longe dos pais, mas perto do PAI. Claro isso não exclusivo de Daniel, senão vejamos:
  • Samuel (1Sm 3.1-11);
  •   José (Gn 39.2);
  •   Davi (1Sm 16.12) e
  •   Timóteo (2Tm 3.15).
Todos estes são exemplos de Jovens que souberam conciliar, a vida cultural de uma sociedade sem Deus, com a vida de oração e de compromisso com o evangelho.

III.            Daniel: modelo de integridade x sociedade corrupta.
Corrupção: depravação moral, suborno.
Manter-se integro ou fazer parte de uma sociedade corrupta? A resposta parece ser muito simples: “manter-se integro”, e quando estou envolto de pessoas corruptas, de uma sociedade corrupta onde os valores éticos e morais já quase não existem? Ainda parece simples: “manter-se integro”, pois bem e quando custa a minha vida? É agora que se manifesta a minha crença e meus valores, quando minha vida entra em cena, somente assim é que podemos medir o peso de nossa integridade. 

Foi assim com Daniel, foi governador aos 18 anos (Dn 2.48) mais se manteve firme em suas convicções, diante do rei, e dos demais sobe respeitar seus superiores, sem negar a Fé, e mesmo quando corria risco de morte ainda assim manteve-se fiel. 

As manchetes de jornais quase que diariamente noticiam um escândalo envolvendo homens públicos em casos de corrupção, o que me deixa mais perplexo é que em meio a esses “nomes” estão os de pessoas que si diziam crentes. Que foram eleitas (segundo eles) para defender as causas do reino, bom soube argumentar dizendo: que Daniel e José tiveram participações em governos no passado, só que esses irmãos depois de eleitos esqueceram-se de continuar com o exemplo desses dois homens de Deus (Daniel e José), e abster-se das iguarias do rei.

Que tenhamos em Daniel um exemplo de integridade e fidelidade, mesmo que isso nos custe à vida.

Por: Noé Gomes

Bibliografia:
Daniel Versículo por versículo, as visões para estes últimos dias. – Severino Pedro – CPAD.
Quem é quem na Bíblia Sagrada – Paul Gardner – Vida.
História de Israel – Eugene H. Merrill – CPAD
Ensinador Cristão ano 15 nº 60 – CPAD
Minidicionário escolar da língua portuguesa Silveira Bueno.

fonte: http://seeensinar.blogspot.com.br
  

sábado, 27 de setembro de 2014

Copiando os Manuscritos Hebraicos ( parte 2) Versões da Bíblia



 Versão Vulgata

            No século II da era cristã, o latim substituiu o grego e foi por muitos anos a linguagem diplomática da Europa. Nesse tempo, foi feita a tradução das Escrituras no norte da África, a partir da Septuaginta, para que todo o povo de língua latina tivesse acesso a Palavra de Deus. Essa versão ficou conhecida como Vulgata, palavra latina que significa vulgar, fazer comum ou pública.
            A Vulgata foi usada pela Igreja da Europa e África até o tempo da Reforma Protestante, quando então, alguns eruditos começaram a produzir traduções para os seus próprios idiomas.
            No século IV, Jerônimo, estudante santificado que tinha acesso aos antigos Manuscritos hebraicos, fez uma revisão da Vulgata. Essa revisão foi tão importante que, junto com a Septuaginta, influenciou as traduções futuras. Por mil anos essa foi a Bíblia oficial da Igreja Católica.           

Versões da Bíblia em Inglês

 Versão de João Wycliffe  (1383)

            João Wycliffe foi um dos homens mais eruditos  de seu tempo. Tem sido chamado de primeiro protestante, porque pregou  por muitos anos, proclamando as  verdades Bíblicas e protestando contra a Igreja Católica, que então predominava a Inglaterra.
            Poucos sabiam ler o latim, e João Wycliffe defendeu o direito de cada homem ler a Bíblia, resolvendo assim dar aos ingleses uma versão no seu próprio idioma. Ele foi muitas vezes preso, perseguido e castigado, porém, com a ajuda milagrosa de Deus, conseguiu o seu intento e fez uma versão da Bíblia inteira para o inglês, a partir da Vulgata. Naqueles dias, um escriba demorava dez meses para copiá-la, e o preço de um exemplar era elevadíssimo.
João Wycliffe morreu em sua cama, apesar da ira de seus inimigos romanos. Quarenta anos depois de sua morte, por ordem do Papa, seu túmulo foi aberto, seu caixão e ossos foram queimados em praça pública. Suas cinzas foram atiradas no rio Swift, que deságua no Avon, este por sua vez desemboca no rio Sabrina, que segue-se ao grande Oceano. Assim, as cinzas de João Wycliffe são o símbolo de sua doutrina, que agora tem sido espalhada por todas as nações do mundo. 

 Versão de William Tyndale  (1537)

            Chegamos agora, ao tempo da invenção da impressora, por Gutemberg, na Alemanha (1954). Essa foi uma tremenda ajuda  para  a propagação da palavra de Deus. A versão de William Tyndale, a primeira do Novo Testamento do grego original, foi impressa na Alemanha ,em 1536. Ele completou a tradução do Pentateuco a partir do hebraico, em 1530, e seguiu traduzindo os demais livros do Antigo Testamento. Antes do seu martírio, em 1536, deixou seu amigo João Rodgers  incumbido de concluir a obra. A Bíblia inteira foi impressa em inglês, em 1537. Porém, por causa do ódio e perseguição ao mero nome de Tyndale, foi publicada sob o nome de Tomás Mateus, sendo conhecida até os dias de hoje na Inglaterra como a Bíblia de Mateus.
          Tyndale, do qual o mundo não era digno, não podia achar descanso em parte alguma na sua Inglaterra nativa. Ele a deixou, em 1524, para ir à Alemanha e outras partes do continente europeu, desterrado por causa de  sua fé e esforços para dar a Bíblia ao povo simples. Estudava e traduzia em segredo; buscava impressores evangélicos para imprimir seu Novo Testamento. Considera-se que não menos de 18.600 exemplares foram passados em contrabando para a Inglaterra, escondidos debaixo de telas, sacos de farinha, etc.
          Os bispos católicos, que mantinham soldados inspecionando os barcos que chegavam a todos os portos do oeste da Inglaterra, conseguiram achar centenas de exemplares do Novo Testamento, que foram queimados publicamente nas praças de Londres. Não obstante, os preciosos livros continuaram chegando e sendo vendidos, pois havia muitos comerciantes evangélicos, e o povo estava conhecendo a Bíblia com ansiedade.
            Até mesmo os bispos iam a Colônia e Antuérpia em busca dos livros sagrados, e pagavam enormes somas aos  impressores, comprando todos os que encontravam a fim de queimá-los. Mas esse fato fez com que a demanda de Bíblia aumentasse, e o dinheiro habilitava Tyndale a imprimir mais.
            Os romanitas procuraram Tyndale por muitos anos, enquanto ele ia de um país para o outro. Por fim, eles o prenderam e o queimaram em praça pública, em Antuérpia. Ainda, durante os meses que o mantiveram encarcerado, ele estava ocupado dia e noite com a sua tradução do Antigo Testamento. A obra de Tyndale não cessou até o dia de hoje, porque a influência da famosa versão autorizada inglesa de 1611 foi, praticamente, a revisão da versão de Tyndale, e é a Bíblia mais amada entre os que falam inglês, até hoje.
            A tradução de Tyndale é maravilhosamente exata. Ele sabiamente, usou a palavra amor em 1Co.13 - em vez de caridade, uma palavra um tanto alusiva (vaga ou indireta). É difícil dizer o quanto tem custado, aos líderes, o trabalho de produzir a Bíblia nos idiomas dos vários países.

Versão Autorizada

            Tradução dos idiomas originais por 47 eruditos ingleses  sob os auspícios de Tiago I , em 1611, é usada até o dia de hoje.

 Versão Revisada

            Revisão anterior feita por dois comitês, um na Inglaterra e outro nos Estados Unidos. O Novo Testamento foi publicado em 1881, e o Antigo Testamento em 1885.

 A Versão revisada normalizada (Standart)

            Tradução do hebraico e grego  à luz dos Manuscritos mais recentes... (1952).

 Versão da Bíblia em Português

            As primeiras porções da Bíblia publicadas em português datam de 1495, quando Dona Leonor, esposa do Rei João II, mandou publicar em Lisboa uma tradução da vida de Cristo, a qual incluía o Evangelho de São Mateus. Em 1505, pela mesma rainha, foram também publicados os Atos dos Apóstolos e as Epístolas de Tiago, João e Judas.
            O primeiro Novo Testamento, em Português, traduzido por João Ferreira de Almeida foi publicado em 1681, em Amsterdã, na Holanda.
            João Ferreira de Almeida traduziu também quase todo  Antigo Testamento, isto é, de Gêneses a Ezequiel 48. 21, sendo o restante da obra concluída por um grupo de missionários. O Antigo Testamento (Tradução Almeida) foi publicado em 1753. Em 1778 foi impresso, em seis volumes, o Novo Testamento traduzido pelo Padre Antonio Ferreira de Figueiredo, e de 1753 a 1790 foi publicado o Antigo Testamento do mesmo tradutor, em 17 volumes.
            Em 1819, na Inglaterra, foi publicada a Bíblia Brasileira, sob os auspícios das Sociedades Bíblicas Americanas e Britânicas. Há ainda, outras traduções menos conhecidas, porém sem a mesma aceitação pelo povo.
            A versão do Padre Matos Soares (tradução da Vulgata de 1592), em quatro volumes, foi publicada em 1946.
            O Novo Testamento, sistema braile, para deficientes visuais, em sete grandes volumes, obra recentemente publicada pela Sociedade Bíblica Americana.

            A primeira Bíblia impressa, no Brasil, e a edição  Revista e corrigida da Bíblia de Almeida foram publicadas pela Imprensa Bíblica Brasileira, em 1952.

extraído do curso médio em teologia CETADEB; Aluno Rerison Brazão  

domingo, 21 de setembro de 2014

Copiando os Manuscritos Hebraicos



            Nunca devemos subestimar a dívida de gratidão que temos com os judeus, pelo seu extremo cuidado na preparação e na preservação dos Manuscritos Antigos, nem das regras impostas a cada escriba, algumas das quais são: 






  • O pergaminho tinha de ser feito de pele de animais.
  • Cada palavra era contada e mesmo cada letra.
  • A peça toda era destruída imediatamente se um erro fosse encontrado.
  • Cada cópia precisava ser feita a partir de um manuscrito autêntico.
  • A escrita era feita com tinta negra, preparada por uma receita especial.
  • Era necessário que os escribas pronunciassem cada palavra em voz alta antes de escrevê-la, e em caso algum podiam escrever de memória.
  • Os escribas precisavam limpar suas canetas antes de escrever o Nome de Deus, e banhar o corpo inteiro antes escrever “JEOVÁ”.

Em vista desse cuidado extremo, da parte dos judeus, para preservar perfeitamente as Escrituras Sagradas, podemos ter plena confiança de que Deus tem guardado sua Palavra através dos séculos, desde quando Moisés escreveu as primeiras palavras (Ex.24.4), até o último trabalho de João, e também durante os séculos da dispensação da graça.
Nos tempos de Cristo, os judeus tinham a mesma reverência para com a Palavra de Deus, e Jesus pôs o seu selo de aprovação sobre as três divisões  das escrituras hebraicas (Lc.24.27 / Jo.12.14 / 1Co.2.12-13). Portanto, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento também, foram copiados com muita reverência pelos cristãos dos primeiros séculos. Podemos confiar na inspiração e autoridade da Bíblia.
A reverência dos judeus pode ser ilustrada pelas palavras de um ancião rabino a um jovem escriba: “Tem cuidado como trabalhas, porque tua obra é uma obra celestial. Cuidado para não omitir nem aumentar uma só letra de teus manuscritos, porque fazendo isto, tu  serás um destruidor do mundo”.



  As línguas da Bíblia     

            As línguas falada e escrita constituem um estudo muito interessante, mas de difícil  acesso a leigos, como é de se esperar.
          Não sabemos ao certo, se a linguagem falada, antes do dilúvio, era ideográfica, ou pictográfica – ou seja, constituída  de uma  série de desenhos, transmitindo idéias.
Partindo dessa idéia, o chacal representaria esperteza ou habilidade, uma mulher  tocando tamborim  ou um homem dançando significaria alegria, o braço de um homem segurando um pedaço de pau significaria força, etc..
          Mais tarde, esses desenhos passaram a representar sons equivalentes a letras ou sílabas. Por exemplo: uma águia A; uma perna – P; um leão – L; ou uma casa – C.
O escrito ideográfico foi realmente o que deu origem ao cuneiforme, encontrado em abundância, em muitas tabuinhas de barro descobertas, dentro e ao redor da antiga Babilônia.
          O escrito cuneiforme consiste de letras ou sílabas em forma de cunhas ou pontas de flechas, sendo predominante na Babilônia, Assíria e Pérsia, até  o tempo de Cristo.
          Quanto a mais antiga linguagem falada no mundo, temos certeza de que até o tempo de Babel era uma somente (Gn.11.6). É provável que depois da confusão das línguas, os descendentes de Sem, Cão e Jafé espalharam-se por diferentes regiões do mundo, desenvolvendo assim, aquelas linguagens ou dialetos que parecem haver formado a base de todas as línguas futuras.
A linguagem mais antiga falada depois do dilúvio, de que temos conhecimento, foi a de ACADE ou AKKAD, que vem a ser  a divisão noroeste da  antiga Babilônia. É interessante mencionar que as palavras ADÃO, ÉDEM, SÁBADO parecem ser acadianas e não hebraicas. Essa linguagem parece ter sido usada até o tempo de Abraão (2000 a.C.), passando a ser, a partir daí, linguagem morta. Mais tarde, a linguagem semítica babilônica tomou seu  lugar e continuou sendo usada até o tempo de Nabucodonosor.
          Talvez Abraão, ao deixar a sua terra natal e ir por ordem de Deus a Canaã, tivesse adotado a linguagem dos cananitas, entre  os quais passou a morar com seus descendentes. Os judeus mais tarde, durante os anos de cativeiro em Babilônia, deixaram sua linguagem de puro hebraico e adotaram a chamada “caldaìca-aramaìca”, que continuou a ser usada até o tempo de Cristo. Essa linguagem que Abraão adotou era o hebraico. Em Isaías 19.18 inferimos que o hebraico foi chamado de a língua de Canaã.
            Há uma ilustração interessante acerca do uso concorrente das duas linguagens (Gn.31.47); Labão, que pertencia a terra em que vivia Abraão, isto é, Harã, falou em caldaico ou aramaico. Jacó usou a linguagem de Canaã. Labão chamou  ao montão de pedras de Jegar-Saaduta, enquanto  Jacó denominou-o Geleede.
            É provável que tanto o povo quanto à linguagem adquirissem o nome hebreu de Héber ou Hiber, descendente de Sete e antepassado de Abraão (Gn.10.24-25 / Lc.3.35). Héber ou Hiber quer dizer o que vem do outro lado ou caminhando de um lugar para o outro, e essa é uma característica do povo hebreu ou judeu. E é curioso observar que  em Gêneses 14. 13 lemos acerca de Abraão, o hebreu. Em Gêneses 39. 14 a esposa de Potifar disse de José: “Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para nos insultar".
            A linguagem hebraica continuou sendo falada e escrita pelos judeus até o tempo do cativeiro, quando adotaram a aramaica. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, exceto estes pequenos trechos que foram escritos em caldaico: Ed.4.7 / 6.18 / 7.12 – 26 e Dn.2.4
            O grego foi a linguagem comum do império romano. Os judeus, porém, continuaram falando o aramaico em todos os seus negócios uns com os outros. Entretanto, nas sinagogas, os rabinos sempre falaram e leram em hebraico, havia sempre um intérprete ao lado para traduzir para o aramaico o que era dito, caso estivessem presentes judeus que não compreendessem o hebraico puro.
            É provável que o Senhor Jesus, e outros judeus tenham falado o hebraico, exceto quando abordou uma mulher siro-fenícia (Mc.7.26). Aqui, é provável que Ele tenha falado em grego, por ser esta a linguagem dela. Na realidade, as poucas palavras aramaicas proferidas por Jesus que chegaram até nós, na forma transliterada, são: “Talita cume” (Mc.5.41) e Eloí, Eloí, lamá sabactâni (Mc.15.34). O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego.   
           

     Traduções da Bíblia

            Com referência à Bíblia como a temos agora, devemos lembrar que as línguas do mundo, especialmente do mundo romano, sofreram modificações durante os últimos dois mil anos, desde que a Bíblia foi escrita e concluída. Por essa razão, de tempos em tempos, os Oráculos de Deus têm sido traduzidos por estudantes reverentes e dedicados para a língua predominante da época.
            Os tradutores mais antigos tiveram a vantagem de fazer seu trabalho a partir dos  documentos mais antigos, dos quais alguns agora, já se perderam, enquanto os tradutores mais recentes tiveram, por outro lado, o benefício de uma quantidade maior de documentos que foram descobertos.
            Vamos agora traçar as muitas etapas interessantes da história destas diversas traduções,  desde os tempos mais antigos até o presente:
           
     A Versão Septuaginta

Com a morte de Alexandre o Grande, em 323 a.C., o império foi divido entre seus generais, a Ptolomeu 1 coube o Egito como quinhão, incluindo a Palestina, em seu domínio. Tendo-se estabelecido em Alexandria uma grande biblioteca, Ptolomeu pensava que sua biblioteca estava completa, mas faltavam para completar seu grande acervo as leis dos Hebreus, até então mantidas em seu idioma original, o hebraico.
            Ptolomeu Filadelfo ficou entusiasmado com a notícia e solicitou ao sumo sacerdote Eleazer que preparasse uma cópia das referidas leis, feita por homens competentes que pudessem traduzir para o grego. O rei concedeu grandes privilégios aos judeus, além de ricos presentes, de modo que seu pedido foi alegremente atendido pelas autoridades judaicas.
            Foram, então selecionados setenta e dois sábios, sendo seis de cada tribo de Israel, e enviados a Alexandria, aí sendo recebido com festa pelo rei Ptolomeu. Ao fim dos festejos, aqueles ilustres representantes da Nação Israelense se isolaram em compartimentos previamente preparados, e ali traduziram o Antigo Testamento para o grego. Esse empreendimento ocorreu por volta do ano 250 a.C.. O nome Septuaginta vem de setenta, por ter sido setenta e dois o número dos que fizeram a tradução.

         Considerações acerca da Septuaginta

            Não obstante alguns suscitarem dúvidas quanto à origem e autenticidade dessa tradução, ela deve ser reconhecida como  de boa qualidade por várias razões, dentre as quais podemos destacar as seguintes:

  • A tradução foi feita por homens escolhidos e de reconhecida competência, pertencentes a todas as tribos de Israel e procedentes de Jerusalém, havendo até sacerdotes entre eles, segundo Flávio Josefo, e não por estudantes de Alexandria.

  • A tradução não foi imposta pelo rei Ptolomeu, embora Israel estivesse sob seu domínio. Ao contrário, houve negociação, na qual Israel obteve grandes vantagens, entre elas a libertação de 120 mil judeus escravos no Egito. Tais vantagens não foram exigidas pelos judeus, mas liberalmente concedida por iniciativa do soberano Filadelfo.

  • Tudo nos faz crer que essa tradução foi providência Divina por dois motivos: Primeiro - Por força do domínio grego, seu idioma e cultura dominaram as nações. A tradução, pois tornou possível a leitura da Bíblia por todos os povos. Segundo - Com a dispersão (depois do cativeiro babilônico), muitos Israelitas em todo o mundo perderam a identidade de sua língua pátria e passaram a falar em grego. A Septuaginta os beneficiou, contribuindo para sua integração.

Mesmo depois da queda do domínio grego, que deu lugar ao império romano, a cultura grega continuou prevalecendo sobre os povos, inclusive sobre os próprios romanos. Isso levou os escritores do Novo Testamento a adotarem o grego.
Segundo se sabe, foi nessa versão que os títulos familiares, pelos quais os livros da Bíblia são conhecidos atualmente, foram adotados pela primeira vez. A ordem de colocação dos livros que também conhecemos foi adotada pela primeira vez nessa versão, embora a mesma seja muito diferente da ordem e que se encontram nas Escrituras hebraicas originais.
         Contudo, a Septuaginta do Antigo Testamento formou a base para muitas versões futuras. As cópias que temos hoje estão acompanhadas de cópias em grego do Novo Testamento. Os originais dessa versão estão perdidos. Mas, suas três mais antigas e melhores cópias estão guardadas. São elas:

  • Manuscrito Vaticano - É conhecido como o mais antigo documento existente. É propriedade da Igreja Católica Romana e encontra-se guardado no Museu do Vaticano em Roma, a cerca de 500 anos. Foi escrito no mais belo estilo, mas não totalmente perfeito, pois faltam algumas parte do Gêneses, alguns Salmos e uma parte do Novo Testamento - data do quarto século, aproximadamente (325 d.C.).

  •  Manuscrito Sinaítico - A história desse documento é muito interessante: em 1844, o Dr. Tischendorf, professor público alemão, em viagem a vários países em busca de Manuscritos Bíblicos Antigos, chegou ao Mosteiro de Santa Catarina, ao pé do Monte Sinai na Arábia. Ali viu no corredor uma canastra (cesta larga), cheia de materiais que iam ser usados para ascender o fogo, no fogão. Os monges lhes disseram que já haviam queimado duas canastras dos mesmos pergaminhos. O Dr. Tischendorf não poderia disfarçar seu deleite ao reconhecer um tesouro de inestimável valor. Porém, os monges ignorantes suspeitaram que havia ali algo que poderiam vender por alto preço e não deixaram o professor ler os pergaminhos. Os monges não sabiam ler os pergaminhos e por isso os estavam destruindo.
            Venderam ao professor somente 43 folhas que pensaram não ter nem um valor. Essas folhas contudo, era uma parte do Antigo Testamento, e, ainda se encontraram na universidade de Leipzig, na Alemanha. Em 1853, Tischendorf visitou novamente o mosteiro, porém não encontrou nada.
            Em 1859, fez outra visita, dessa vez comissionada pelo Imperador da Rússia, mas tudo indicava que sua viagem seria novamente em vão.  Porém, ao sair bem sedo, pela manhã, o mordomo lhe disse que possuía um exemplar da versão dos Setenta e levou o professor ao seu quarto. Ali, ele retirou um pacote envolto num pano vermelho. Ao abrí-lo revelou-se aos olhos do visitante encantado, não somente os pergaminhos do Antigo Testamento, que havia visto quinze anos antes, como também o Novo Testamento completo.
            Permitiram ao professor passar mais uma noite no Mosteiro, ele então levou os Manuscritos ao seu quarto, a fim examiná-los. Sentiu que a ocasião era por de mais sagrada para dormir, e passou a noite inteira copiando tudo o que podia dos tesouros que havia encontrado. Depois, todo Manuscrito, ou Códice, foi emprestado ao Imperador da Rússia e, no final de 1859 ele os conseguiu dos monges, sendo levados para a grande biblioteca russa, tornando-se propriedade do governo da Igreja Ortodoxa do Oriente.
            Durante a Revolução de 1917, esses Manuscritos caíram em poder dos Bolcheviques ateus.  Estes, muito astutos, ao calcularem o preço dos Manuscritos, os venderam aos protestantes da Inglaterra, que os depositaram no Museu Britânico de Londres - tiveram que pagar 100 mil libras esterlinas por eles. Foi a maior compra literária já registrada.
             Esse códice também foi escrito muito cuidadosamente em belo estilo, sobre o couro de cem antílopes. O Novo Testamento é perfeito, nem uma folha está faltando. Trata-se do segundo mais antigo documento existente hoje (350 d.C.).

  • Manuscrito Alexandrino - A data desse manuscrito é de 450 d.C., e faltam neles dez folhas do Antigo Testamento. Encontra-se atualmente, no Museu Britânico, em Londres. Diz-se que foi escrito por "Thecla, o mártir". Talvez tenha sido escrito em Alexandria, no Egito. Em 1621, foi levado a Constantinopla, e em 1624 presenteado ao embaixador britânico, na Turquia, para ser estudado pelo rei Tiago I da Inglaterra, que posteriormente autorizou a versão de toda a Bíblia em inglês. O Manuscrito foi aceito por Carlos I em 1627 e guardada na biblioteca Real. Finalmente, em 1757, o Rei Jorge II doou a biblioteca da família real à nação, e assim, o famoso Manuscrito chegou ao Museu Britânico. Esse foi o Manuscrito originalmente usado pelos tradutores bíblicos.


sábado, 20 de setembro de 2014

Discipulado

      


            Discipular, ou fazer discípulo, é cumprir a risca aquilo que o Mestre Jesus nos ensinou: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"  (Mt. 28. 19).
           
1. 1 - Uma Visão Panorama do Assunto
Queremos começar esse assunto, fazendo uso de uma passagem bíblica que deixou os discípulos estarrecidos, João 13. 12 - 15.  É bem verdade que as palavras de Jesus expressas nesta passagem, não contêm a palavra “discípulo”, mas na realidade fazem alusões a respeito das responsabilidades daqueles que reconhecem que Jesus é o “Mestre”, contribuindo, portanto, com algo para o entendimento do que é ser um discípulo.

 O Mestre aclara o significado do ato de servir que ele acabou de realizar para os seus discípulos: “Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem; porque eu  sou. Ora, se eu, sendo  Senhor e  Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”.

Vamos entender isso melhor - “Mestre”. Jesus é Senhor, bem como o Mestre, daqueles doze que o seguiam. A palavra “Mestre” ou "Senhor", confere um peso que, talvez, nem sempre se associe com aquela atitude de Jesus, (lavar os pés dos apóstolos). Esta palavra tem uma conotação um tanto parecida com: “Autoridade, Poder, Soberania” – o mestre que tem o direito de exigir obediência de seus discípulos, mostra que um ensinador ou mestre, deve acima de tudo, se revestir de humildade, se revestir com um "espírito" de cooperativismo.

Jesus ensina-nos que um discípulo é mais que um aluno, no sentido de um mero ajuntador de informações, mas é, na verdade, alguém comprometido para acolher e seguir o ensino de seu mestre. Ele não só aprende com o mestre; deve também ser imbuído do espírito de seu mestre e imitar em detalhes a sua vida.

Essas verdades do discipulado são mais uma vez confirmadas, em João 13. 34 - 35, quando o Mestre Jesus disse: “Novo mandamento vos dou: que vós ameis uns aos outros; assim como eu vos ame. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulo,  se tiverdes amor uns aos outros.”

Os discípulos devem demonstrar o mesmo amor para com o próximo, como Jesus demonstrou para eles. Aquele amor que o levou a morte, morte de cruz (sacrifício). Quando as pessoas testemunham esse mesmo amor entre os discípulos, elas farão a ligação com Jesus e serão capazes de reconhecer que aqueles que têm tal amor devem ser seus discípulos. Assim, somos, mais uma vez, levados a concluir que o discipulado implica em estarmos imbuídos do espírito do Mestre, seguindo-o.

Em Lucas 6. 40 encontramos algo interessante com respeito ao discipulado, vejamos: “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.”
A verdade contida neste versículo merece uma reflexão: “Quando ele (o aluno) estiver completamente formado, será como seu mestre”
Isso nos ensina que não somos o mestre. Somos os discípulos. Quando estivermos aperfeiçoados, seremos como o Mestre. Mas ainda não chegamos lá.
Ao longo desta caminhada cristã deparamos com muitas pessoas que deixaram de ser discípulos, deixaram de aprender, deixaram de seguir. Pessoas que preferem ser chamadas de Mestres, Doutores, Senhores, etc.

O que podemos extrair desta passagem, é que Jesus está sempre a disposição para nos ensinar, Ele é Mestre por Excelência, e espera que nós alunos dedicados, estejamos sempre prontos a aprender e por fim passar a outros o que com Ele aprendemos.