quarta-feira, 4 de junho de 2014

EBD - CPAD - 3º Trimestre de 2014: Ensino de Tiago para uma Vida Cristã Auntêntica.


A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) já apresentou ao público a mais nova capa da Revista Lições Bíblicas Mestre, para o terceiro trimestre de 2014. O tema das lições é: Fé e Obras - Ensino de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Os comentários serão todos de autoria do Pastor Eliezer de Lira e Silva. 

Além das capas costumeiras, a editora também oferece exemplares em capa dura, com páginas em melhor acabamento gráfico, proporcionando assim aos consumidores um modelo apropriado para guardar em prateleiras e voltar a consultar, futuramente, com mais comodidade.

Sumário:

Lição 1: Tiago — Fé que se Mostra pelas Obras
Lição 2: O Propósito da Tentação
Lição 3: A Importância da Sabedoria Humilde
Lição 4: Gerados pela Palavra da Verdade
Lição 5: O Cuidado ao Falar e a Religião Pura
Lição 6: A Verdadeira Fé não Faz Acepção de Pessoas
Lição 7: A Fé se Manifesta em Obras
Lição 8: O Cuidado com a Língua
Lição 9: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática
Lição 10: O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana
Lição 11: O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus
Lição 12: Os Pecados de Omissão e de Opressão
Lição 13: A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago

domingo, 1 de junho de 2014

CAPRIANO ESCREVE UNIDADE DA IGREJA.


Que relação existe entre os membros da igreja e seus líderes? De que maneira a igreja pode disciplinar os membros? Essas são questões que a igreja deve abordar em qualquer época.

Em meados do século, as respostas a essas perguntas foram proferidas por Cipriano, que possuíra muita riqueza e Financeira pagão em uma família culta, por volta do ano 200. Quando se tornou cristão, renunciou ao seu estilo de vida, doou seus bens e o dinheiro aos pobres e assumiu o voto de castidade. Com relação à sua conversão, escreveu: "O segundo nascimento fez de mim um novo homem por meio do Espírito soprado do céu".
Professor de retórica e orador famoso, o eloqüente e devoto Cipriano destacou-se entre os membros da igreja, tornando-se bispo de Cartago por volta do ano 248.
Embora tivesse conhecimento dos clássicos gregos e romanos, Cipriano não era teólogo. De modo diferente de Tertuliano, a quem admirava, Cipriano era um homem prático que se importava pouco com as disputas teológicas de seus dias. Ele simplesmente queria a unidade da igreja. Em uma igreja bem desunida, buscou unir os cristãos por meio da autoridade dos bispos.
O imperador romano Décio perseguira os cristãos, e alguns negaram sua fé. Décio não procurava fazer mártires, porque sabia que o martírio simplesmente chamava mais a atenção para o cristianismo. Em vez de matar os cristãos, os torturava, na esperança de que dissessem "César é Senhor". Os que se rendiam e proferiam essa declaração passaram a ser conhecidos como lapsi.

Os cristãos que se mantinham firmes, denominados "confessores", normalmente desaprovavam os lapsi. Desse modo, o concilio de bispos estabeleceu regras rígidas em relação à readmissão dos crentes proscritos na igreja. Diante dessa disciplina, um sacerdote chamado Novato deu início a uma igreja rival que oferecia admissão fácil aos lapsi.

Embora não tivesse sofrido por causa de sua fé, Cipriano não conseguia suportar a divisão. Acreditava que os cristãos dedicados deveriam passar pela penitência para provar sua fé. A penitência era composta de um período de tristeza verdadeira, depois do qual a pessoa poderia participar novamente da ceia do Senhor. Depois de o penitente ter "cumprido seu tempo", ele comparecia diante da congregação vestido de saco e coberto de cinzas para que os bispos pronunciassem o perdão. Cipriano via isso como um sistema graduado: quanto mais grave fosse o pecado, mais penitência a pessoa precisava cumprir. Sua idéia tornou-se popular e passou a ser um dos mais poderosos — e, às vezes, mais abusivos — métodos de disciplina da igreja.
No ano 251, Cipriano convocou o Concilio de Cartago e leu Unidade da igreja, seu trabalho principal, que teve profunda influência sobre a história da igreja. A igreja, conforme argumentou, é uma instituição divina — a noiva de Cristo — e somente pode haver uma noiva. Somente na igreja as pessoas poderiam alcançar a salvação; fora dela, há somente escuridão e confusão. Fora da igreja, os sacramentos e os pastores — e até mesmo a Bíblia — não tinham importância. O indivíduo não poderia viver a vida cristã em contato direto com Deus; ele precisava da igreja. Uma vez que Cristo estabelecera a igreja sob autoridade de Pedro, a Pedra, Cipriano disse que todos os bispos eram, em certo sentido, sucessores de Pedro e, portanto, deveriam ser obedecidos. Embora não declarasse que o bispo de Roma estava acima dos outros, Cipriano via o episcopado como especial em razão da conexão de Pedro àquela cidade.

Afirmações de Cipriano como "Fora da igreja não há salvação" e "Ninguém pode ter Deus como Pai se não tiver a igreja como mãe" encorajavam as pessoas a dar aos bispos lugar de grande importância. O bispo era capaz de determinar quem podia fazer parte da igreja, o que, com efeito, é o mesmo que ter o poder de dizer: "Você está salvo; você não está salvo". Em vez de confiar na obra do Espírito Santo por meio da igreja como um todo, Cipriano deixou implícito que o Espírito Santo trabalhava por meio dos bispos.
Os bispos, naturalmente, ganharam poder com a disseminação dessas idéias. Cipriano também promoveu a idéia de que a missa era o sacrifício do sangue e do corpo de Cristo. Uma vez que os sacerdotes agiam como representantes de Cristo, oferecendo novamente o sacrifício em todos os cultos de adoração, isso somente serviu para lhes aumentar o poder.

Cipriano morreu durante a perseguição do imperador Valeriano. Pelo fato de ter se recusado a oferecer sacrifícios aos deuses pagaos, o bispo de Cartago foi decapitado em 258.

A igreja da época de Cipriano, caracterizada pela desunião, apegou-se às suas idéias. O bispo não poderia ter previsto as conseqüências dos meios pelos quais procurou manter a igreja unida. Na Idade Média, alguns homens incrivelmente gananciosos e imorais exerceriam o ofício de bispo, usando-o em benefício próprio, em vez de cuidar dos assuntos espirituais. A estrutura hierárquica que criou a "união", também provocou uma enorme divisão entre o clero e os leigos.


domingo, 18 de maio de 2014

IRMÃO ANDRÉ



Andrew van der Bijl nasceu em 11 de maio de 1928 em Sint Pancras, Holanda, sendo o quarto de sete filhos. Conhecido como Irmão André, ele se tornou famoso por suas façanhas, contrabandeando Bíblias para países comunistas durante a Guerra Fria, feito esse que lhe deu o apelido de "contrabandista de Deus". Quando era garoto, Irmão André gostava de brincar, imaginando-se um espião em território inimigo. O que ele não podia sequer imaginar é que bem mais tarde se tornaria um agente secreto de Deus com uma difícil missão: levar Bíblias para os cristãos das igrejas perseguidas pelo regime comunista, na Rússia e nos países da Europa, na década de 50.



Conversão


Durante o período do pós-guerra, ele se alistou no exército colonial das Índias Orientais Holandesas durante a rebelião que culminaria na independência da Indonésia. André passou por um período de estresse emocional severo, enquanto servia como soldado. Nesse período, ele foi ferido no tornozelo e, durante sua reabilitação, leu a Bíblia obsessivamente, o que lhe levou à conversão ao cristianismo, tendo também seu tornozelo curado.


Visitando Países Comunistas

Em julho de 1955 ele visitou Polônia comunista, "para ver como os meus irmãos estão agindo", referindo-se à igreja subterrânea. Ele ficou com um grupo de jovens comunistas, que era a única maneira legal de permanecer no país. Nesse tempo, ele sentiu-se fortemente chamado por Deus, através do versículo "fortalece o que resta e está prestes a morrer"(Apocalipse 3:2). Este foi o início de uma missão levando-o em vários países comunistas onde os cristãos eram perseguidos - os países que ficavam por trás da chamada "Cortina de Ferro".


Em 1957, Irmão André viajou para Moscou, capital da União Soviética, em um Fusca, que mais tarde se tornou o símbolo daOpen Doors, a Missão Portas Abertas, organização que ele fundou. Um casal de idosos que o orientou deram-lhe o carro, porque assim ele poderia levar muitas Bíblias e literatura espiritual. Embora Van der Bijl estivesse violando as leis de alguns dos países visitados, levando literatura religiosa, muitas vezes ele foi vistoriado, quando parou em postos de controle do governo, porém milagrosamente sempre sendo liberado, aumentando sua confiança na proteção de Deus. Embora fosse impossível para um missionário cristão passar pela Cortina de Ferro, André sabia que para Deus não havia impossibilidades. Ao ter de atravessar a fronteira de algum país, com sua mala e seu fusca cheios de Bíblias, folhetos e material impresso, ele orava assim: Senhor, na minha bagagem há Escrituras que desejo levar para os teus filhos, que estão do outro lado desta fronteira. Quando estiveste na Terra, fizeste os olhos dos cegos ver. Agora eu peço: faze com que os olhos desses que vêem fiquem cegos. Não deixes os guardas verem as coisas que tu não queres que eles vejam. E Deus atendia sua oração.


Irmão André ainda visitou a China em 1960, após a Revolução Cultural que tinha criado uma política hostil para com o cristianismo e outras religiões. Era o tempo da chamada Cortina de Bambu. Ele foi ainda para a Tchecoslováquia, quando ocorreu a Primavera de Praga, episódio que gerou um pequeno período de liberdade religiosa. Ele incentivou os cristãos do país e deu Bíblias até para soldados da força de ocupação russa. Durante essa década ele também fez a sua primeira visita à Cuba, após a revolução desse país.


África

Em 1976, os países africanos foram o seu foco. Ele escreveu um livro sobre a luta espiritual neste continente e em congressos locais chamando líderes cristãos para fortalecer suas comunidades. Em 1967, publicou a primeira edição de O Contrabandista de Deus, escrito com John e Elizabeth Sherrill. O Contrabandista de Deus conta a história de infância do irmão André, a conversão ao cristianismo e aventuras como um contrabandeador de bíblias por trás da Cortina de Ferro. O livro já vendeu mais de dez milhões de cópias em trinta e cinco idiomas.

Oriente Médio

Após a queda do comunismo na Europa, Irmão André mudou seu foco para o Oriente Médio, trabalhando para fortalecer a Igreja no mundo islâmico. Na década de 70, ele visitou o Líbano em guerra várias vezes, afirmando que "o conflito mundial no fim dos tempos incidirá sobre Israel e os países vizinhos".


Na década de 90, ele foi para a região várias vezes novamente. No livro Força e Luz Van der Bijl fala sobre cristãos de igrejas do Líbano, Israel e de territórios ocupados por palestinos, cristãos esses que expressam grande prazer por causa da mera visita de um companheiro cristão do exterior, porque sentem que a igreja no mundo ocidental em geral os ignoram. Ele também visitou alguns palestinos que foram forçados a deixar seu país de origem para uma área isolada e montanhosa por Israel, e pregou o evangelho para eles. Da mesma forma, ele visitou os líderes do Hamas e da OLP, incluindo Ahmed Yassin e Yasser Arafat, distribuindo Bíblias.

Cesário C. N. Pinto, adaptado de Wikipedia em Inglês.


Irmão André: Valores centrais da Missão Portas Abertas