sábado, 2 de novembro de 2013

DESEJO ARDENTE DE GANHAR ALMAS

DESEJO ARDENTE DE GANHAR ALMAS




            Já ganhaste uma alma para Cristo? Já experimentaste? Conheces alguém atualmente na glória, com Cristo, levado por ti a Ele? Ou conheces alguém que está no caminho para o céu, porque o informaste do Salvador?
            Se fossem desvendados os teus olhos, neste momento, para contemplar a eternidade, e se te fosse revelado que tens de passar para lá, neste ano não desejarias depositar aos pés do Salvador algum presente como prova de teu amor? Pode haver um presente tão precioso ou aceitável ao Mestre, como uma alma ganha para Ele, durante um ano?
            As palavras dos maiores, na história da Igreja de Cristo, revelam como o coração os abrasava com este desejo; vamos citar algumas expressões:
            Knox, assim rogava a Deus: “Dá-me a Escócia ou eu morro!”
            Whitefield, implorava: “Se não queres dar-me almas, retira a minha!”
            Diz-se de Aleine: “Era insaciavelmente desejoso de conversão de almas, e para este fim derramava seu coração em oração e pregação”
            João Bunyan, disse: “Na pregação não podia contentar-me sem ver o fruto do meu trabalho”.
            Assim dizia Mateus Henry: “Sinto maior gozo em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de ouro e prata, para mim mesmo”.
            D. L. Moody: “Usa-me, então, meu Salvador, para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre coração, uma vasilha vazia, enche-me com a Tua graça”.
            Henrique Martyn, ajoelhado na praia da Índia, onde fora como missionário, dizia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”.
            João Hunt, missionário entre os antropófagos, nas ilhas de Fidji, no leito de morte, orava: “Senhor, salva Fidji, salva Fidji, salva este povo. Ó Senhor, tem misericórdia de Fidji, salva Fidji!”
            João McKenzie, ajoelhado à beira do Lossie, clamava: “Ó Senhor, manda-me para o lugar mais escuro da terra!”
            Praying Hyde, missionário na Índia, suplicava: “Ó Deus, dá-me almas ou morrerei!”
            Quando aqueles que assistiam a morte de Davi Stoner, pensavam que seu espírito já tivesse voado, ele se levantou na cama, e clamou: “Ó Senhor, salva pecadores! Salva-os as centenas e salva-os aos milhares!”, e findou a sua obra na terra. O desejo ardente da sua vida, dominava-o até a morte.
            Davi Brainerd falava: “Eis-me aqui, Senhor. Envia-me a mim! Envia-me até os confins da terra: envia-me aos bárbaros habitantes das selvas; envia-me para longe de tudo que tem o nome de conforto, na terra; envia-me mesmo para a morte, se for no Teu serviço e para o progresso do Teu reino”.
            Ele escreveu: “Lutei pela colheita de almas, multidões de pobres almas. Lutei para ganhar cada alma, e isto em muitos lugares. Sentia tanta agonia, desde o nascer do sol até anoitecer, que ficava molhado de suor por todo o corpo. Mas, oh! Meu querido Senhor suou sangue pelas pobres almas. Com grande ânsia eu desejava ter mais compaixão”.
                                                           Brainerd podia dizer de si: “Não me importava o lugar ou a maneira que tivesse de morar, nem por qual sofrimento tivesse de passar, contanto que pudesse ganhar almas para Cristo. Quando dormia, sonhava com essas coisas, e ao acordar, a primeira coisa em que me ocupava essa era grande obra; não tinha outro desejo a não ser a conversão dos perdidos”.
Encontrava-se João Welsh, nas noites mais frias prostrado no chão, chorando e lutando com o Senhor, por seu povo. Quando sua esposa implorava que explicasse a razão de sua ânsia, respondia: “Tenho que dar conta de três mil almas e não sei como estão”.
O profeta Jeremias: “Se eu disser: Não farei menção dele, nem falarei mais em Seu nome, há no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos, e estou cansado de sofrer, e não posso conter-me”. (Jer 20.9)
O apóstolo Paulo: “Tornei-me tudo para todos, para de todo e qualquer modo salvar alguns”. (1 Cor 9.22)
O sentimento do Filho de Deus: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”. (2 Tim 1.15)

O desejo do Pai celestial: “Pois assim amou Deus ao mundo, que deu Seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3.16)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Os sete selos


      Os sete selos


"...àquele que está sentado no trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio, pelos séculos dos séculos." Ap.5:13b.

O livro de Apocalipse é um livro de revelações feitas por Jesus. Os capítulos quarto e quinto são preparatórios para o desenvolvimento destas revelações. Eles fornecem uma visão acerca do trono de Deus, o Alfa e o Omega e mostra o "Livro selado", cujos selos começam a ser abertos no sexto capítulo. Cristo é o único que tem poder e autoridade para abrir os selos, Ap.5:4-9.

         O livro e os sete selos  (5:1).
         Esse livro nos é pintado como um rolo selado ao longo de suas beiradas, com sete selos, dando a entender que estava tão fechado pois somente um grande poder seria capaz de abrí-lo. Ou então, segundo a opinião de alguns eruditos, o próprio rolo se compunha de sete porções, cada um com seu próprio selo. É o livro das revelações de Jesus Cristo, a profecia que passamos, agora, a considerar.
         Os selos eram usados como marca de autoridade ou autenticidade, também serviam  de testemunho acerca de qualquer documento, como se fosse uma espécie de autenticação. O simbolismo do selo é de uso comum na literatura judaica. ( Ap.10:4; 22:10; Is.29:11; Dn.8:26 ).

1. 2 - Primeiro Selo - O Cavalo Branco (conquista - 6:1-2).
         É bom lembrar aos leitores do Livro de Apocalipse que do capítulo seis até o capítulo dezenove, as revelações escatológicas (que falam a respeito das coisas finais) são direcionadas, na sua maioria, à Grande Tribulação. Inicialmente, vinte e uma pragas serão reveladas (sete selos, sete trombetas e sete taças).
         Um homem montado num cavalo branco surgiu em cena. Há duas idéias sobre isto:
a) Alguns acham que o homem montado no cavalo branco representa Cristo, unindo esta passagem com o capítulo 19:11-16. A cor branca sugeriria a pureza celestial; a coroa, a realeza; o arco representaria o seu modo de vencer os inimigos.
         O cavalo era comumente usado nas atividades guerreiras. Neste ponto,  o cavalo representa guerra, violência, tragédia, etc.
b)  Outros, julgam ser este homem, o Anticristo que imitará o verdadeiro Cristo com uma falsa pureza, falsa paz, usando seu arco, v.2, que significa um instrumento de longo alcance, isto é, na grande tribulação ele tentará persuadir todas nações. O texto diz "saiu vencendo e para vencer". Cristo porém já venceu e é vencedor. O capítulo 5:5 mostra Cristo já como vencedor. Glória a Deus.

1. 3 - Segundo Selo - Cavalo Vermelho (guerra  6:3-4).  
         Este segundo selo mostra um cavaleiro mais pomposo. Nada disse. Apenas cavalgou, e permitiu que a cor de seu cavalo o identificasse. Foi-lhe concedido "tirar a paz da terra e levar os homens a se matarem uns aos outros". "Vermelho" é a cor do sangue, dando a entender derramamento de sangue. Isto acontecerá  na Grande Tribulação, Ap. 14:20 diz  que o sangue chegará até os freios dos cavalos, isto é, muito derramamento de sangue.

1. 4 - Terceiro Selo - Cavalo Preto (fome - 6:5-6).
         Aberto o terceiro selo, identifica-se este terceiro cavaleiro com o a fome. Nos tempos de guerra, escasseia o alimento, e ele é racionado e pesado para cada família. Os preços dos gêneros de primeira necessidade se elevam assustadoramente; triplica ou decuplica o preço do trigo para o pão; do óleo; do vinho, etc. A fome sempre vem na esteira da guerra. Jesus já havia predito isto em Mt. 24:7- "haverá fome".



1. 5 -  Quarto Selo Cavalo Amarelo (pestilência - 6:7-8).
         Um cavalo amarelo, pálido, lívido entra em cena como uma figura hedionda. Seu nome é morte, e o Hades, a região dos mortos, vem atrás dele para apanhar sua presa. Foi-lhe dado o poder sobre a quarta parte da terra, podendo matar seus habitantes por todos os modos concebíveis. Vemos aqui, o terrível efeito da peste que sempre vem depois da guerra e da fome. Ele pode destruir mais vidas do que a própria guerra ou fome. Este julgamento é parcial, pois que se estende apenas a "um quarto da terra". Mas, consegue deixar forte impressão de horror a visão deste cavalo que tem a lívida cor dos cadáveres.
         Tudo o que foi apresentado - a conquista militar, a guerra, a fome e a peste - são manifestações da Ira do Cordeiro - Ap.6:l6-l7, sobre os homens que ficarem na Grande Tribulação.

1. 6 - O Quinto Selo - Lamento dos Mártires  (6:9-11).
         Na abertura do quinto selo a cena se modifica dramaticamente. Até aqui vimos os meios pelos quais Deus pode exercer seu julgamento. Agora, veremos a razão desse julgamento. Debaixo do Altar João vê "as almas dos que foram mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram". O simbolismo do altar trata-se do lugar, onde podemos nos aproximar de Deus, mediante sacrifício e oração; lugar onde Deus vem ao encontro das necessidades humanas. Quem são esses mártires? Possivelmente os judeus, juntamente com alguns crentes gentios, que serão levados a crer devido ao súbito desaparecimento da Igreja, o qual será antes da Grande Tribulação, ler Ap. 3:10 e I Ts.1:10. Simbolicamente, os mártires da Grande Tribulação clamarão para que se vingue o sangue deles que foi derramado. Parece ser uma atitude não cristã, mas não podemos esquecer que isto é um símbolo, e o ódio ao pecado é parte essencial da retidão de Deus. Este parágrafo reflete a necessidade moral do julgamento. Deus não seria um Deus justo se deixasse sem vingança males tão grandes. A cada um deles se conferiu um vestido branco, símbolo de sua vitória e pureza, e se lhes diz que tenham paciência, pois  o tempo ainda não está maduro para a retribuição de Deus; outros ainda irão sofrer como eles.
O sexto selo representa os juízos na forma de fenômenos cósmicos, v.12-14, terremotos.

1. 7 - O Sexto Selo - Terremoto e Julgamentos (6:12-17).

Escurecimento do sol, lua tornar-se em sangue, estrelas caem do céu, ventos fortes, gentes de todas classes sociais escondem-se em cavernas e rochas, e chamam às montanhas para caírem sobre eles, e assim os escondessem do rosto dAquele que está assentado no trono e da ira do cordeiro. Ainda não está representando neste texto o juízo final, apenas é um julgamento temporal por meio de calamidades naturais. Estes acontecimentos também se referem ao período da Grande Tribulação, Mt.24:21; Ap. 7:14; Dn.9:27, ultrapassando qualquer fenômeno da natureza jamais visto.