terça-feira, 11 de junho de 2013

O SUCESSO NÃO É O PADRÃO


O SUCESSO NÃO É O PADRÃO

Em nosso empenho para sermos agradáveis a Deus, uma coisa precisa ficar muito clara para nós: a medida de julgamento para nossas obras não é o sucesso. Deixe-me repetir isso. A medida que decide se Deus se agrada ou não com o que estamos fazendo, não é se muitas pessoas estão comparecendo aos nossos encontros. Não é o quão popular nós e nossa mensagem se tornaram. Não é o fato de muitos na comunidade cristã estarem aplaudindo e admirando nosso trabalho. 

UMA VISÃO CELESTIAL

UMA VISÃO CELESTIAL

As instruções que Deus deu a Moisés, Ele também está falando hoje a cada um de nós. Não somente no Velho Testamento, mas também no Novo, encontramos a seguinte advertência: “Vê, pois, que tudo faças segundo o modo que te foi mostrado no monte” (Ex 25:40 e Hb 8:5). Isso é uma admoestação que precisamos contemplar seriamente.
Moisés foi um homem chamado por Deus para liderar Seu povo e para construir um lugar para Sua morada. Moisés compreendeu muito bem esta excelente chamada e estava pronto para responder a ela com todo o seu coração. Entretanto, ele não era livre para fazer o que quisesse. Não tinha liberdade de inventar coisa alguma, de planejar o
que quer que fosse ou de fazer qualquer coisa de acordo com os seus próprios gostos ou desejos. Ele foi instruído a fazer tudo estritamente de acordo com a visão celestial que havia recebido pessoalmente enquanto estava com Deus na montanha. Veja, Moisés havia subido ao monte santo. Lá, ele passou um tempo (40 dias e 40 noites, para ser exato), na real presença do Deus Todo Poderoso. Ele conheceu o temor a Deus. Havia experimentado Sua terrível majestade e poder. Além disso, havia olhado no coração de Deus e começado a compreender algo sobre o que o Seu Criador estava desejando. Então, quando desceu daquela montanha, tinha, queimando dentro de si, uma visão celestial, uma revelação espiritual que passou a governar a sua obra, enquanto ele estava construindo uma morada para o Altíssimo.
 Estas coisas nos deveriam falar hoje bem claramente. Quando nos convertemos e começamos a desejar nos envolver na obra de Deus, esta é uma coisa que devemos considerar seriamente. Se desejamos ser colaboradores de Deus e auxiliá-Lo na construção de Sua eterna morada, este é um aspecto importante a ser considerado.

Antes de começarmos, precisamos ter entrado profundamente na presença de Deus. Não apenas ter entrado, mas ter gasto um tempo – um bom tempo - ouvindo, vendo e compreendendo o que é que Deus deseja. Antes de darmos este primeiro passo, é de suma importância que tenhamos recebido uma revelação celestial, de maneira que o nosso trabalho seja feito com substância divina e não meramente com madeira,
feno ou palha (1ª Cor 3:12). Precisamos ter visto o santo plano de Deus e, então, construir de acordo com a planta.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O preço do discipulado fiel

Samuel Rutherford, um santo que sofreu muito pela causa de Cristo, escreveu que a cruz "é tão pesada quanto as velas o são para o navio ou as asas para o pássaro". Nesta declaração, ele não estava negando o sofrimento ou o preço do discipulado fiel, porque Rutherford suportou coisas demais para promover esse tipo de ilusão. Pelo con­trário, ele estava afirmando o que os santos de Deus sempre afirma­ram, que carregar a cruz é apenas um meio certo de progredir na vida cristã.
Um santo moderno, F. J. Hegel, escreveu: "A Cruz não leva à pas­sividade. Ela não crucifica qualquer talento. Pelo contrário, liberta poderes que jamais sonhamos possuir. Somos lançados repetidamente no molde da cruz — sendo assemlhados à morte de Cristo".1
"Não existem pessoas coroadas no céu que não tenham carregado a cruz aqui em baixo", disse Charles Haddon Spurgeon. Esta é nova­mente uma citação de Isaac Watts:
Gotas de sofrimento jamais poderão pagar
O meu débito de amor;
Eis-me aqui, Senhor, entrego minha vida
— É tudo que me cabe fazer.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ele falou abertamente, sem qualquer restrição.(Mt 23:24)




Chegamos agora a uma fase mui­to importante do ministério de Cris­to, elaborado com o objetivo princi­pal de estimular a observância da lição sobre estar em constante vigi­lância, tendo em vista a sua segun­da vinda. Ele falou abertamente, sem qualquer restrição, sobre a cer­teza do seu retorno e advertiu re­petidamente aos seus que voltaria e apanharia o mundo de surpresa. Portanto os seus seguidores deve­riam estar preparados para, a qual­quer momento, ter esse encontro com ele. A proposta principal sobre o seu retorno, que ninguém absolu­tamente sabe quando acontecerá, é apresentada sob diferentes aspec­tos, mas sempre com a ênfase de que tal acontecimento está sempre às portas.
Mais adiante, temos uma tripla repetição sobre o arrebatamento da Igreja: "Porém, a respeito daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas uni­camente o Pai" (Mt 24:43,44; 25:13). No cenário desse fato há sempre o apelo para que desempenhemos conscientemente a nossa solene ta­refa como representantes, e também para que não deixemos de estar pre­parados, tendo em vista que o mo­mento de seu retorno é incerto. Nos discursos escatológicos à nossa fren­te, resta-nos apenas ficarmos im­pressionados com a solenidade da ocasião, i.e., foram as últimas horas de Cristo no templo, o qual estava para deixar, e onde jamais entraria novamente. Ele o tinha chamado "casa de Deus", "casa de oração", mas agora é "a casa de vocês". Não mais de Deus, mas deles. "Agora a vossa casa vos ficará deserta". Deus, em Cristo, ia abandoná-la completamen­te. Campbell Morgan expressa isso fortemente: "Ele deixou o templo para não mais voltar. A sua palavra havia excluído os judeus, não da sal­vação, ou da possibilidade de serem salvos, mas do ofício que manti­nham, por designação divina, de se­rem o instrumento pelo qual o reino de Deus deveria ser proclamado e re­velado entre os homens. Ele havia proferido a sua palavra de Rei, divi­na e final de excomunhão, quando disse à nação por intermédio dos seus líderes: 'O reino de Deus vos será tirado, e será entregue a um povo que produza os seus frutos'".

O discurso com as seis figuras nesse capítulo, foi ininterrupto e continha três partes distintas: Primeira, Jesus dirigia-se às multidões à sua volta e aos discí­pulos que estavam perto dele (Mt 23:1-12). Segunda, embora a multi­dão e os seus ainda estivessem ali, ele se dirigiu diretamente aos líde­res e aos que detinham autoridade, a quem não poupou em sua mensa­gem condenatória (Mt 23:13-26). Quão aterrorizantes foram as suas palavras àquelas autoridades! Ter­ceira, ele falou sobre sua dor de co­ração em relação à cidade de Jeru­salém, representada pelos líderes. Ele se referiu à cidade construída ao redor do templo, como a mãe da na­ção (Mt 23:37-39).